terça-feira, 19 de julho de 2011

Lembranças sem parar.

''As noites sempre lhe trarão lembranças, boas ou ruins, não sei, sei que lembranças do fim.
Noites também trazem aquele sopro de que tudo está perdido, você olha pro espelho, e vê que realmente tudo está florido, ou eu minto.
Noites soam como um ar de tristeza e depressão, mas quando você olha a lua tudo muda dentro de si, tudo vira sorrir.
Noites, em noites, que eu quis te lembrar, em noites que as lembranças vieram me abraçar, lembranças que não iram se apagar, é como o fato de eu remoer em lembrar... 
Lembranças sem parar, é como um fim sem fim, um fim a me tomar.''

(João Batista Jeremias Junior)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Errar

''Esperar por aquilo que não vai voltar, é angustia de esperar o inevitável acontecer.
Esperar para tudo melhorar, é dividido por sentimento que nada vai proceder.
Você erra, volta ao mesmo sentido, 
você acerta, e não repete o ocorrido, 
você ama e erra, como se tudo não tivesse existido, 
mas continua amando, pelo fato de errar por nada ter corrigido.
Seus olhos se misturam com seus sentimentos, e ambos se acolhem ao frio que sua barriga traz,
ambos ficam inseguros por tanto tempo, que já os congelam por instantes atras.
Você fica sem beira, fica sem meia ou inteira, fica a minha besteira, de errar tanto com a vida,
errar tanto a ponto de não ter saida.''

(João Batista Jeremias Junior)

Seus abraços

''Não seria ingenuo se eu pedisse seu abraço?
  Será que eu me passaria por abusado sem traço?
  Por que de mim se pede,
  em tanto se esconde os laços,
  enquanto todos brincam descalços,
  eu fico aqui buscando, exausto... os seus abraços''


                                                               (João Batista Jeremias Junior)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu poderia, no mais, queria.

Eu poderia ter a mais singela forma de vida,
podia ter uma nova saída,
queria te levar na minha partida,
te levar para nunca mais ficar decaída.


Eu poderia temer dos medos,
poderia temer sem te-los,
queria intervir receios,
intervir pensamentos, sem ter que ve-los.


Eu poderia mensurar opiniões,
poderia resvalar condições,
queria lhe pedir permissões,
pedir tudo aquilo, que um dia me fez unções.


Eu poderia trabalhar na restauração da vida,
poderia ficar de braços cruzados até a ultima saída,
queria ver o tempo esbarrar num ato sem vida,
esbarrar no cotidiano, que nos mata a cada saliva engolida.


Eu poderia ter sozinho, o caminho puro
poderia pedir novamente caminhos do futuro
queria sorrateiramente, seus abraços de veludo
abraços que em minutos, me fazem crer no inseguro.


(João Batista Jeremias Junior)