quarta-feira, 22 de maio de 2013

Irei de encontrar

'' Chegando em campo alto, vistei moradia formosa e circunstancias desastrosas de bom viver.
Desci a colina vagarosamente, era tarde e o sol já se ia partindo vastuosamente, desci até o vilarejo bondoso, vi crianças brincando com fenos, mulheres torcendo uma especie de planta, não sabia o que era, e nem perguntei, pareciam tão focadas no que estavam fazendo, que mal mexi olhar.
Por bem, me sentia bem, por estar também focado, em encontrar a mulher que mexeu com meu punhado de vida, e me deixou sem saída.
Sei que aquela, jamais esquecerei rosto tão vibrante, bondoso, exitante... perguntei de bares em bares, de lares em lares, nada de paradeiro certo, sobre a minha vida.
Fui seguindo o vilarejo, fiquei até a madrugada afundar-se em meu peito, me recolhi encostado sobre palhas, e fiquei olhando a lua, como se ela fosse a minha unica companhia. Mas sim, era a minha unica amiga nessa hora, não parava de pensar na moça, e me perguntava, seria eu, capaz de reencontra-la? Teria jeito de falar palavras cativadas ao bom ser? 
Olhando minha boa companheira, cai em sono profundo, e sonhei com o 'um dia encontrar-lha-ei.'
Pois enfim, amanheceu o dia, minha companhia foi embora, peguei meu cavalo, e me segui na sombra em direção rochedo brandão, lá quem sabe eu à encontro, mesmo estando fugido de solidão... ''

(João Batista Jeremias junior)