sábado, 24 de novembro de 2012

Amor em você.

'' Vigoro o que sinto, 
pergunto e sucinto, 
te amo e precinto, 
amor em ser.

Adoro e me tiro, 
lhe toco e não minto,
 lhe falo e suplico,
 amor em ver.

Imploro e vivo, 
lhe olho e refino, 
lhe calo e alucino, 
amor em ter.

devoro em vidro,
 coração retiro, 
lhe falo e digo, 
amor crescer.

Amolo fascínio, 
 pupilas afino,
 lhe calo e visto, 
amor resplandecer.

Choro os limos, 
abraço reprimo, 
lhe falo e assino, 
amor por querer. ''

(João Batista Jeremias Junior)


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Retrospectiva de vida.

'' Vi coisas, sabores, dores e amores.
Vivenciei adrenalinas, confusões divinas e exaustões matinas.
Rodei cidades, descobri pessoas, achei mentalidades, só que não tão boas.
Fui do norte ao sul, vivi ventos, e brisas que me levaram de corpo nu.
Briguei, esperneei, chorei e até cantei.
Fingi, sorri, expeli, e tambem pedi.
Ganhei abraço, beijos, amasso e desejos.
Ganhei brigas, intrigas, amigos e amigas.
Furtei sorrisos, abracei sentidos, fugi de mim e dos que estavam mentindo.
Confundi, errei, clamei e pensei.
Fiz tudo que meu alcance deixou, abri mão de coisas, e até do que passou.
Errei muito, acertei pouco, vise e versa no ponto de vista.
Não espero que o ano que vem, traga boas vibrações, pois no sou do tipo de esperar. Faço acontecer!
Não espero que os meses me surpreendam, porque já me surpreendi de mais com eles.
Não espero nada de nimguem, só quero que nada me atrapalhe em uma nova e renovada ação que tenho para o ano seguinte.
E que a luz esteja, que apareça e não se esqueça! Viva minutos minuciosos, e abasteça a inteligencia para viver de bem com o bem. 
E digo! Tenho a vitoria comigo, mesmo perdendo tanto, mas não reclamo, pois somente eu, quem sabe do que passei pra estar aqui. Ganhei mesmo tendo perdido. '' 

(João Batista Jeremias Junior)


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eu sei de você.

'' Eu sei do seu passado, 
da sua lembrança, 
do seu relato, 
da sua cobrança.

Eu sei do seu tormento, 
do seu jeito, 
da vida, 
e da vontade de viver.

Eu sei o que você mente, 
do que diz a verdade, 
do quando,
 e do repente.

Eu sei do seu abraço,
 das suas cores, 
da sua luz, 
dos seus sabores.

Eu sei por onde andas, 
sei onde cativas, 
sei quando se afasta,
 e sei quando me evitas.

Eu sei que sei, 
sei do mundo, 
se de você, 
sei de tudo.

Eu sei que erramos, 
sei que brigamos, 
sei de você, 
sei que amamos.

Eu sei que não é fácil, 
sei que é difícil, 
sei de você, 
sei que é indício.

Eu sei sabendo, 
sei correndo, 
sei de você, 
eu sei, morrendo!

Eu sei de você, 
ligo pra ver, 
eu sei de você, 
     eu quero você...  ''

(João Batista Jeremias Junior)


sábado, 22 de setembro de 2012

Perfume que não esqueço.

'' Era noite de ventos claros, com um entardecer de noite fria, vagando pela rua, me deparo com uma mulher com graça dos pés ao céu, sorrio para mim com os olhos e me seduziu com sua vontade de ser linda.
Veio segurando sua sombreira, desviando-se de cada gota do sereno, com cautela, veio varrendo com seu longo e inestimável vestido de cortesã.
Passou por mim, pelo meu lado à vi. Senti seu perfume me jurando em vida, e que me tirou suspiro, até de onde eu não saberia. Queria ser levado por esse vento, vento no qual era claro, cujo entardecer me fazia de gente fria.
Por bem, eu à perdi de vista, pois o vento claro, nem tão claro, tapou toda minha vontade de vê-la, e toda a chance de tê-la. 
Por fim, caminhei rumo ao meu casebre, e lá esperei o vento claro, me trazer aquele perfume harmonioso, cheio de charme, muito charmoso. Esperei, esperei... Mas contradiz tudo que foi dito, quem espera, 'nem' sempre alcança. 
Esperei tanto, que quem primeiro chegou, foi o sono, no junto ao abandono que me deixou, na espera eu fiquei, e ela no meu coração, parou... '' 

(João Batista Jeremias junior)


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Doce lembrança.

'' Doce lembrança, 
mostrando lamento em redundância,
 condenada perante tormento de esperança.

Doce lembrança, 
de vida, de morte, de cobrança,
 inesperada e esmagada como planta.

Doce lembrança, 
de tempo em tempo, 
espremida em lamento e sofrimento, 
em constante aumento.

Doce lembrança, 
finalizada em redobras, 
mostrada por palmas nervosas
 e autenticadas em circunstancias melosas.

Doce lembrança, 
que traz de seu vento, 
nada mais que um sorriso sedento.

Doce lembrança, 
que na vida fica, 
no passado atira, 
e no futuro lhe acerta em tiras.

Doce lembrança, 
nem sempre doce, 
muitas vezes amarga, 
e não mastigada direito, 
acarreta choro da desgraça. ''

(João Batista Jeremias Junior)


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Flor em choro.

'' O brilho que cai do céu,
São cores em tons pastel,
Relaxo, vingo e encontro,
Milhões de flores no campo.

Flores rodeiam formosa,
Sentindo penumbra exposta, 
Barulho o encanto se faz,
Amor ao seu encontro, traz.

Vertigem em contenção,
Milhares de cores clarão,
Contradizer imposto ao tal,
Viaja sem rumo, ao mal.

Coragem esbanja dor,
Vontade lhe diz esplendor,
Volta, sem voltar para ter,
Merecido momento, em vencer.


 Enquanto tudo que restou,
Borboletas sem rumo, amor.
Se acabasse tudo que prestou,
Voltares correndo à mim, dor. ''

(João Batista Jeremias Junior)



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Discorde de mim ou não.

'' Que tempo louco que estamos tendo, 
quantas horas se passaram?
 E os choros, ficaram mais leves?

Que momento estranho estamos tendo,
 quantas nuvens pegamos? 
E os sonhos, ficaram mais breves?

Tudo que eu queria, era mais compreensão, 
mais do sim do que  do não, tudo que eu queria era rir, 
do coração.

Tudo e mais um pouco, tomados em nada
 e tão louco, ao fracasso escaço de medo esboço.

Meu conseguir, 
alavancou o meu tentar, 
e o prosseguir,
 intimidou o medo de errar.

Minha força, 
atormentou meu cair, 
e a minha vida, 
não me deixou desistir.

Correndo entre as folhas, 
enxergo as coisas, 
que nem tanto fizeram pouco,
 e que nem pouco fizeram muito.

Andando, correndo, piscando ou só vendo!
 Vivo cada passo como um pulo
 e cada segundo como uma firula para cada minuto.

Discorde de mim ou não,
 isso não vai fazer diferença em me julgar, 
nem fazer com que eu chore debruçado sem parar.

Discorde de mim ou não, 
mas vivo cada segundo como único e que tão único vivo, 
de amor no coração.

Discorde de mim ou não, discorde de mim ou não...

Vive-se o que se tem, vibre-se com alguém,
 mesmo em solidão, 
alguém lhe dará a mão.

Esculte quando é falado, 
e fale quando lhe é perguntado.

Me deixe quieto quando não for chamado 
e me esqueça quando não for lembrado.

Diga quando for questionado e ame quando for amado... 
Ciclos da vida. Vive-se a vida, vida! bem vinda. Que linda! ''

(João Batista Jeremias Junior)


sábado, 4 de agosto de 2012

Deprimi-me

'' Deprimente, ver pessoas de ângulos diferentes, de personalidades inexistentes, cujo fruto e afundo, conversas distorcem ao decorrer de falas.
Deprimente saber que algo em algum lugar lhe corre por alma, entre as veias da calma, e lhe nada fortalecem por serem de outr'alma.
Deprimi-me saber de contos e desencontros, perdidos e impedidos de vagar por nossas correntes de ar.
Deprimi-me, vontades exaltadas, sem que sejam realmente com vontade, forças sem músculos de pensamento, e folhas maduras, que não aguentam nenhum vento pós tempestade.
Deprimente, ver que ao longo das nossas vidas, passarão pessoas infiéis e impulsivas à fazer tudo errado.
Deprimi-me saber, ouvir e pensar, em tudo e todos que de alguma forma, não sabem ter razão.
Deprimi-me saber, que não há cor, nem religião, em sua súbita maldade reprimida, na forma de um coração. ''

(João Batista Jeremias Junior)


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amor de Janela.


'' Sentei-me diante da janela, esperava ela passar todos os dias em frente.
Fumando meu charuto e olhando o nada diante do que nada me serve. Vejo cabelos trazendo o cheiro de jasmins de campo, e cores que nos meus olhos aparece e entristece.
Via todo minuto, toda hora, toda flora, toda linda vestida de dora.
Que ser maravilhoso, dizia eu dizendo, sem temer tremendo... Bem ao fim dos lamentos, fico impressionado com tanta beleza. 
Até que por um fim de curva de estrada, em acabamento de calçadas, vejo ao seu encontro, um jovem cavalheiro destinto, donde beijos vinham destruir meus sonhos de te-la.
Desci de minha janela, joguei fora meu charuto, e decidi viver sem amor, sem acumulo de frutos.
Montei em meu cavalo pardo, abaixei meu chapel e fui cavalgando para outra cidade, procurando uma nova moradia com vista para a rua principal. 
Mas primeiro preciso comprar novos charutos Tenente Portela, 
pois em minha nova moradia, espero encontrar um novo amor de janela. ''

(João Batista Jeremias Junior)


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tente tentar tentando...

'' Pode apostar... 
tentamos amar,
 tentamos ser bons, 
tentamos ter dons.

Tentamos agradar o desagradável, 
idolatrar o notável, 
brindar o isolável. 

Tentamos de todas as formas sustentar farsas, 
disfarces e brasas de chamas lindas.
Tentamos de algum modo, 
evitar intrigas, 
motivos para sorrir quando se é para chorar.

Tentamos ferir a distancia, 
mudanças, comportamentos e lembranças.

Ao meu tanto ver, 
parei até de olhar, 
o que não queria ter, 
em quem tanto quero enxergar.

Tentamos bravamente conseguir, 
tentamos bravamente não mentir, 
tentamos bravamente não ferir.

Tentamos com unhas e dentes preservar vidas,
 preservar salivas, 
comemorar partidas, 
desfrutar de intrigas.

Tentamos amar novamente,
 tentamos abraçar novamente, 
tentamos tudo de novo, 
tudo inocente.

Tentamos tentar tentando, 
de alguma forma, 
tentativas tornarão vitórias, 
tentativas farão histórias.
Tentativas, por uma hora, 
 trarão glória. 
E tenho dito! Sem memoria. ''

( João Batista Jeremias Junior)



segunda-feira, 2 de julho de 2012

Querido mês...

'' Querido mês, Julho! Suas menções são lindas, maravilhas de encanto, só não me engane ao seu tanto, esperança e pranto.
Prometa o que irá cumprir, jogue seu frio ao cuspir, celebre o que lhe fortalece em sentir.
Prometa um ar limpo e respirável, de lindas folhagens por onde eu cavalgo, e me banhe em sua água potável.
Cumpra e me afaste da distancia, da apegação, não que eu não queira amar, mas é porque prometi isso, ao meu coração.
Cumpra o que tem de cumprir, leve meu sorriso e me traga alegria, me traga a verdade e me livre da mentira.
Querido mês, Julho, me faça viver mais... ''

(João Batista Jeremias Junior)


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Especial

'' Sina, é o que tenho, 
quando aos olhos de menina, 
tremulo, tremo! 

Vinda, de luz e cores, 
por onde passa e por onde fores, 
me leva contigo, 
por onde amores desfrutam dos nossos sabores.

Linda, menina mulher, 
de que tudo pode e tudo quer, 
me leva nas estrelas quando pede, 
e quando me ve de pé, 
me ama deitado porque é onde queremos a fé.

Me olha pelo vento, 
me sente pelo lamento, 
lamento de não estar ai, 
ou não estar aqui, mas levando sempre essa arte de estarmos juntos, 
sem nos prevenir. 
Me levante com os braços como preferir... Me levante ao mastro, ou me ame aqui! ''

(João Batista Jeremias Junior)


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ouro.

'' O ouro em seu cabelo, é o brilho da vida que leva, é trilho enrustido que se pegue, é a conta divina em que não se entrega.
Fala com os olhos, pensa com as mãos quando se sente amor, é ilusão e dor, quando sim ao toque, sinto calor.
Tem vários sabores, do sal aos doces, vinga de luz e dores, espelha semelhança, quando amores.
Tem luz por todo o lado, e ao seu lado se finge iludida, mas na verdade o que se sente, é mais forte, é vivida.
Quando me olha no fundo, vê que o que apenas me prende, é um abraço bem dado, onde a pele se toca, e os lábios conjuntos, ficam dobrados.
Chuva em seu olhar, cabelos se soltam ao luar, vejo o brilho de distancia por estar, porque se não vejo estou sego, e se estou sego, é por te amar.
Esse ouro não tem preço, não tem cor, não tem presença, é sentida e é falência, quando não estamos juntos.
Esse ouro não se vende, e eu por via das duvidas, não troco por nada.''

(João Batista Jeremias Junior)


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ventania, me assopra.

'' Ventania suprema, virtude serena, bondade que algema tamanha pena.
Volta e me volta como abraço, me roda e me solta como algo sobrado.
Vinda de sopros divinos, é luz , é recolhimento do sozinho.
Me faz ir a favor, sem contradizer, sem contra amor, só recolhedor.
Quando bate no rosto, é fato obtido, se na pele se sente, na alma é reprimido.
Bate no coração como pedra sem dó, me leva e me dobra, como a minha vida em um só nó.
Assopra ventania, e me traz de volta a agonia, porque em vida, me sinto mais forte, a cada partida.
Assopra em meu rosto, espanta toda a maldade, e me retrata o que é bondoso, numa só parte.
Assopra o bom da vida, e me lave em seu ar caridoso, me releva mediante perigo e não me nega, um abrigo gostoso. ''

(João Batista Jeremias Junior)



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Querendo Você

Quanto tempo, quantas vidas, em tantas horas, uma partida
Quantas memórias, tão iludidas, quantas vitorias, mal sucedidas,
Pedindo seu tempo, quanta agonia, sentido ao lamento, a sua alegria
Pedindo sua volta, no fim eu  aguento, você não se importa, já não há mais tempo.

Quanto ao o que sinto, não resta mais duvidas, eu sei o que minto, mas sei quem a iluda.
Quantas lembranças, meros instintos, sinto a segurança, quando sucinto.
Pedindo seus sonhos, imaginações explosivas, vingar eu  suponho, muito  bem resolvidas.
Pedindo sua fala, querendo respostas, de nada escuto, pois não estou a sua volta.

Quanto ao choro, nada de lagrimas, olhos nos olhos, procuro sua dádiva.
Quantas virtudes, quantos dizeres, quantas histórias, quantos prazeres.
Pedindo para estar, pedindo para fugir, junto ao teu lado, queria sumir.
Pedindo e implorando, o abraço apertado, enrolado de amor, e com sorriso dobrado. 

(João Batista Jeremias Junior)



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mendigo do amor.

'' Eu compraria flores, 
compraria amor, 
compraria tudo, 
o que for.

Eu compraria jóias, 
compraria noias, 
compraria todas simplórias, 
de amor.

Eu compraria romances, 
compraria distancia, 
compraria discórdia, 
compraria o que é revigorante.

Eu compraria um ser, 
compraria revoltas, 
compraria em ter, 
compraria você.

Eu compraria saudade, 
compraria metade da metade, 
compraria verdade, 
compraria maldade.

Eu compraria dinheiro, 
compraria o medo, 
compraria vestígios, 
compraria o zelo.

Eu compraria vingança, 
compraria abonança, 
compraria realidade, 
compraria aliança.

Eu compraria meu corpo, 
compraria meu esboço, 
compraria meu sorriso, 
compraria-me num poço.

Eu compraria vontade, 
compraria virtude, 
compraria atitude, 
compraria honestidade.

Eu compraria seu jeito, 
mas meu dinheiro não da para comprar, 
pelo menos aqui trago meu amor, 
que é único valor, que posso te dar. ''

(João Batista Jeremias Junior)


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Houve um tempo.

''Houve um tempo em que todos diziam ser fiéis, todos no direito de agir bem, fazendo o mal.
Houve o tempo em que tudo era concluído com amor, razão, sem penhor.
Houve o tempo em que tudo era capaz de mudar, dificultar, distrair, relatar.
Houve o tempo em que tudo eram flores, tudo eram amores, todos seus credores, em alto pecadores.
Houve o tempo, houve verdade, houve sentimento, houve responsabilidade. ''

(João Batista Jeremias Junior)


terça-feira, 1 de maio de 2012

Servo da luz.

'' Traga-me a solidão em forma de vidros, eu gosto de morder levitando.
Traga-me as feridas em forma de copos, onde bebo, todo o sangue me evitando.
Traga-me os pratos em forma de depressão, onde eu urjo e faço minha unção.
Traga-me os talheres em forma de saudade, onde eu posso inclui-la diante da maldade.
Traga-me enfim, a comida em forma de amor, onde posso come-la em paz, sem dor. ''


(João Batista Jeremias Junior)


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Se existisse...

'' Se sinto presença exemplar, vigoro o que sinto, e sinto te amar.
Se amo por fora, por dentro revigora, o que é importante lembrar.
Se do tormento lhe tiro, em meu abrigo lhe boto, sem mensurar.
Se no caminhar os olhares cruzarem, vou ao seu encontro e bem alto gritar.

Se eu vejo você passar frio, dou nó entrelinhas e lhe aqueço com um só fio.
Se não lhe sinto por perto, nada correto, eu querer te ver a mil.
Se não lhe vejo de um jeito, estufo o peito, até ficar azul anil.
Se não está comigo, como posso em meus próprios braços, sentir o arrepio.

Se meu caminho for torto, quero do seu abraço, um caminho zeloso.
Se minha vida for chata, quero que consiga, que eu seja seu esposo.
Se faltar amor, quero que me bata ardidamente e me pegue pelo pescoço.
Se um dia faltar água, mate sua sede, na minha saliva em poço.

Se você existisse para mim, eu não seria triste.
Se você sorrisse para mim, eu não seria triste.
Se você chorasse para mim, eu não seria triste.
Se você existisse... Eu seria louco por você, acredite! ''

(João Batista Jeremias Junior)



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Baú de Brinquedos

'' Guardo no meu baú de brinquedos, dor, solidão, e uma flor, que foi jogada quando tudo acabou.
Voltei novamente ao lar dos lares, voltados em outros ares, fui denigrindo olhares.
Guardo juntamente das vestimentas rasgadas, choro em lata, do perfume que ma mata.
Vejo desejo, e ao mesmo tempo bocejo, quando nada festejo nem despeito.
Guardo na palavra o simples olhar, se quero vingar ou estar, amar ou morrer, brigar ou tentar.
Volto da tormenta, como um furacão que não aguenta, solidão tremenda.
Guardo no meu baú de brinquedos, junto a flor que te dei, a vida que um dia terei.
Guardo rancorosamente tudo que um dia foi vivido, quero reciclar tudo que foi ouvido e novamente fabricar, novos sentimentos sofridos.
Guardo no meu baú de brinquedos, você! Guardo como se nada pudesse ver, sentir, ter ou pedir, não dou à ninguém. Guardo no baú de brinquedos, você, meu bem! ''

(João Batista Jeremias Junior)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eu tô

'' Tô procurando Os dias mais longos e tristes, 
costumando deixar para traz os dois lados pendentes.

Tô esperando a esperança, 
e ela me esperando na janta, 
sobremesa? Nem tanta!

Tô no aguardo da rotina final, 
sempre me pedindo dinheiro, 
um real, qualquer um, 
qualquer tal.

Tô precisando de alguem que goste das minhas loucuras, 
sem curas, 
sem ditaduras, 
só gostando da minha altura, 
toda crua.

Tô precisando de humanos do meu lado, 
não pessoas, cujo descalças, 
fazem pouco do meu caso.

Tô querendo pouco do muito, 
e muito do pouco, 
bastante de tantos, 
e nem tanto dos outros.

Tô precisando viver mais, 
deixar pra traz, o que traz, 
o que não vem mais, 
quero tudo em paz.

Tô querendo perdoar dores, 
descobrir sabores, 
tentar amores, 
gastar valores.

Tô precisando tanto, 
quanto tanto precisa de mais, 
e que de mais, precisa de muito mais, 
sem mais!

Tô pouco preocupado com quem escapa, 
muito entusiasmado com quem caça, 
e feliz por que busca a água, 
que aqui é escassa.

Tô procurando chuva em meio o sol, 
e acordes em meio Dó, 
tô sentindo a lua viva, 
que no mar vem dar um nó.

Tô procurando respirar, 
e sentir sem chorar, 
tô pensando em entender, 
e não olhar para traz.

Tô tentando tudo, só que nem tudo, é todo. E nem todo, é o mundo.'' 

(João Batista Jeremias Junior)


quinta-feira, 29 de março de 2012

Venha!

'' De leve, vais pisando em algodões, 
sem razões ou lamentações, 
vai pisando,
 em corações.

Entre as nuvens, 
nada se vê, 
se respira se retira, se tem, 
nada que prende, retem.

Vai nas folhagens, 
pastando correntes de luz, 
contagia quando passa, 
distante se desluz.

Quanto ao tempo perdido, 
vem comigo, 
ao aviso enrustido, 
do sorriso largo, meu abrigo.

Sem lamentações, 
de partido aos hemisférios, os corações. 
Palmas ao inferno, de ilusões.

Vem tratar desse meu bem, 
que de todo o resto, 
o meu abraço tem.

Vem cuidar dos corpos, 
pois ao rugir das costelas, 
se estalam ossos, 
nos carinhos rasgantes, 
o suspirar dos poros.

Vem celebrar comigo o ar da vida, 
que nada em sua proeza, 
lhe faz de amiga, 
lhe completa feridas.

Vem suspirar lamentos, que eu aguento-os. ''

(João Batista Jeremias Junior)



quarta-feira, 7 de março de 2012

Eu queria.

'' Eu queria mais dos dias e menos das pessoas, os dias são curtos, são exatos, não tem conversa. 
Já as pessoas, lhe deixam a espera de um milagre realmente.
Eu queria mais de mim mesmo, queria força, mentalidade aguçada, disponibilidade, tudo de novo. 
Já mera, somente um sonho mesmo.
Eu queria mais da vida, mais paz, mais amor, mais carinho, mais louvor. 
Já que só com o tempo, não se pode contar.
Eu queria mais do mais, menos da metade, muito da vontade, muito menos um covarde... Eu queria!
Eu queria tudo de todos, pouco de tolos, errantes em dobro, queria tudo errado, tudo certo, tudo ao contrario.
Eu queria mais caminhos, onde trilhar, não sozinho, onde pensar, sem ter espinhos, por onde pisar, vários sininhos, onde eu toque tocar.
Eu queria mais carinho, mais soprar no ouvidinho, mais sentimento de amiguinho, tudo no diminutivo desconstruidinho, tudo 'inho', tudinho.
Eu queria mais você, queria menos morrer, mais em ter, somente você, somente você.
Eu queria só viver, feliz, sem ter o que temer, sem ter o que perder, mais em oferecer, agradecer, menos perder.
Eu queria, mas querer não é poder, por isso minha vida é uma base de tentativas, falhas ou não, são tentativas. ''

(João Batista Jeremias Junior)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As vezes...

'' As vezes, não somos nós quem decidimos ser, nem mesmo somos nós, quem queremos ser.
As vezes, não queremos tanto como queríamos à uns segundos atras, nem mesmo, queremos entender.
As vezes, não dizemos o que pensamos, por medo de tentar, porque achamos que a luta pode ser dolorosa no futuro... Mas pra que pensar no futuro se o presente é que se vive.
As vezes, pedimos coisas inimagináveis, queremos transformar toda a tempestade em arco-íris.
As vezes, amamos errado, imploramos os fatos, declinamos status, variamos retratos.
As vezes, uma palavra dita, vai valer mais que uma ação tida, e o caminho a ser seguido, é o do nosso bem viver.
As vezes, são vezes, multiplicando cada segundo, cada vida, cada mundo... Sem que as vezes, cada partida, esteja, a cada ferida, festeja!
As vezes, imploro pra ter, mas não luto para ver, nem querer... As vezes me calo quando palavras são vagas, e sentimentos são cheios
As vezes, sou cheio de medos, cheio de segredos, cheio de mim mesmo... Somente, as vezes. ''

(João Batista Jeremias Junior)


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rendeira

 Dar ao mar, 
o render da rendeira, 
sonhar meante a besteira, 
de tanto que aqui ficava, na beira.

Fingindo dormir, 
naufrágio sentir, 
descabelados encabelados, 
velhices do sorriso mostrado.

Em fúria se mostrar pálido,
 sentir o que é mostrado, 
quando em luz vingar, 
o que não é salvo.

Dar à vida o que se merece, 
enquanto não se esquece, 
minoria que enriquece, padece.

Aquela rede de dormir, 
pedir silencio ao sentir, 
tremer dedos sem pedir, 
ventania vem sentir.

Tanto quanto ao semear, 
nem em panos vem mostrar, 
rendeu o que se rende, 
rendeira fez ao mostrar.

Dar ao trabalho o suor, 
dar o quentinho ao menor, 
diminutivo sem dó, 
do vingativo, o pó.

Está feliz no que faz, sorri do que traz, pedi, quer mais, mas... Enfim se vai, costurando, rendeira, rezadeira, algum muito capaz. 

(João Batista Jeremias Junior)


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Romance antigo.

'' Da flor, ao bombom,
do beijo, ao batom,
na fala, o dom,
na língua, o som.

No ilustre, ilustrando se está,
na virtude, amável ficará,
enquanto reluz, reluzentes entrar,
enquanto amor, sofrido matará.

No vestido, o que seduz,
nos meu olhos, relance da luz,
suas mãos veludo, em mim conduz,
enquanto choro, deitado em uma cruz.

Errante ao soprar de cabelos,
amarro a mim mesmo, sem te-los.
Errante o dom de lhe tratar,
amarro a mim mesmo, o dom de te amar.

Ao que vejo, partindo se foi,
ao que desejo, partindo ao meu ver.
Pois esqueci de te amar,
e lembrei de sofrer. ''

(João Batista Jeremias Junior)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sem você

'' Não consigo entender você, sem você comigo não há,
não consigo me expressar com você, sem você amor me faltará.

E assim será sem você aqui, 
sem amor ficará com a dor assim, 
sentimentos profundos ficarão ali, 
com o fim do mundo, sem você aqui.

Não consigo me entender com você, sem você comigo, tenho que valer,
nem ao menos chegar pra você... 
E dizer, o que tenho pra você... 
E fazer, o melhor acontecer... 
Sem você, não dá para viver.''

(João Batista Jeremias Junior)