sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eclipse

Foi em frente, não mais vi,
foi-se escondendo,
Eu não vi, como ir?


Vai aos poucos apagando,
Vai sorrateira,
Sem tão pouco se apegando.


Não tem o brilho proprio,
Tem magia sua,
tem meiguice, é dócio.


Apenas na noite se prevalece,
sem tardes, nem neves,
apenas linda, frio que agradece.


É o que se ve, nada contradiz,
é de sua postura rodar,
ela quem diz, desenhada a giz.


Sol quem a cobre por inteira,
fica em nossa beira,


é nosso satélite, é nossa lua,
com o eclipse ela é nua, sem frescura.


(João Batista Jeremias Junior)





quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sempre coração.

A depressão sobe a mente, 
faz de vidente, 
tudo que se sente, 
virtude imponente.


Criei subjacente,
entretanto vertente,
nada compreensivelmente,
tudo formalmente.


Tanto quanto emergente,
pedi para ser gente,
união pendente,
senti você dormente.


Quando dei por vencido,
busquei abrigo,
usei vestígio,
de tudo que foi vivido.


De tanto sorrir,
vinguei expelir,
Nada pude vir,
e você sem sentir.


Meu amor ganhou,
ficou, tentou,
amou, levou,
olhei, causou.


Demorei a vir,
tentei pedir,
tentei vestir,
o que eu teria para decidir.


O tempo ficou em dois lados,
meu amor nos teus abraços,
e mesmo nesse tempo escasso,
lhe amei por tamanho o espaço,


Essa solidão,
Junto a depressão,
veio a noite, veio em vão,
tudo que pudera então,
ficou sem razão,
pude somente, notar uma conclusão,
sentimentos vem, e vão... Sempre coração.

(João Batista Jeremias Junior)



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pudera eu, querer você.

Olhei lá fora, no balanço da rede, o olhar da aurora, tentando ir em frente.
O vento bateu no meu rosto, lembrei dos beijos, olhei contra o tempo, revivi seus medos.
Quando pensei em virar o rosto, a brisa me fortaleceu diante da fria noite.
Quanto pensamento exposto, Quanto lamento a sorte.
Olhei, estrelas me olharam, viveram, me vivenciaram, chorei, me dei por derrotado.
Podia eu, querer tanto algo alcançável, quanto seus beijos, seus abraços... Pudera eu, ser quem quero ver.
Pudera eu, querer você.

(João Batista jeremias Junior)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que sentir... No que tentar...

O que saber... No que pensar... 
Em que viver... E quem amar.


Como dizer... Como honrar...
Sempre ver... Sempre calar.


Tentar entender... Tentar, tentar...
Vingar para crer... Deixar para lá.


Quanto ao meu ver... Quanto ao se apaixonar...
Quando querer... Já não mais, vou estar.


Por ti posso querer... Por ti posso tentar...
Por ti sempre ver... O que não quero enxergar.


O que saber... No que tentar...
Como esquecer... o grande amar.


( João Batista Jeremias Junior )

Por ottacat




domingo, 5 de junho de 2011

Me leve, por onde fores.

Tem o olhar mel, cujo faz tirar agua da boca,
faz presença confiável,
em tudo que se encontra.


Brinca de ser linda, faz sua justiça,
um paradeiro incerto,
um jeito que enfeitiça.


Faz da lagrima, um sorriso,
Do sol o paraíso.
Do céu o infinito
Dá à vida ao que é preciso.


Beleza cativante, onde esbalda seus amores,
Contagia por onde passa,
Me leve por onde fores.

(João Batista Jeremias Junior)

Por ottacat

sábado, 4 de junho de 2011

Um especial, em especial.

Possui um silencio ensurdecedor, faz com que sua mente viaje sem destino, 
sem rumo por onde for.
Conquista sem afeto, riso contagiante e esbelto, fascina por concreto 
o quanto te mostra o certo.
Tem uma maneira inocente, atraente, influente, 
onde eu não consigo escutar minha própria mente.
Faz de um simples gesto mostrado, o amor compreensível, 
faz do sentimento dobrado, um grande amor sensível.
De pétala à flor, 
de rosa à amor, 
de menina à mulher, 
da pessoa o sorriso, quando quer.

( João Batista Jeremias Junior )

Por ottacat

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pena ser um tempo curto para um beijo infinito.

Você sempre vai querer o fascinante, sempre o que te prende no caminho adiante.
É feito de brilhos e alegria a sua honestidade, é encantada e rústica, sua liberdade.
Quando quis me abraçar, o tempo ja tinha passado para ambos os lados, bem ou mal.
Quando lhe permiti olhar para meus lagos oculares, permiti também, seu abraço em braille.
Aquele abraço que junto com os movimentos dos pulsos, os dedos derretem em veludos.
Depois do abraço, o beijo vem pelo canto, vem como quem não quer nada, acaba se lambuzando.
Mas enfim, os lábios se encontram, um pouco envergonhados; E com ansiedade, se espantam.
Na hora do desencontro labial, vem o sorriso virtuoso, que faz jus, tudo de novo...
Pena ser um tempo curto para um beijo infinito.
Pena ser pouco tempo que fique colado no seu atrito.
Pena ser pouco para você, pena eu te querer em livre arbítrio.
Pena eu querer tanto, de alguem que tem muito mais... Muito mais fascínio.


(João Batista Jeremias Junior)

Por ottacat