'' Era noite de ventos claros, com um entardecer de noite fria, vagando pela rua, me deparo com uma mulher com graça dos pés ao céu, sorrio para mim com os olhos e me seduziu com sua vontade de ser linda.
Veio segurando sua sombreira, desviando-se de cada gota do sereno, com cautela, veio varrendo com seu longo e inestimável vestido de cortesã.
Passou por mim, pelo meu lado à vi. Senti seu perfume me jurando em vida, e que me tirou suspiro, até de onde eu não saberia. Queria ser levado por esse vento, vento no qual era claro, cujo entardecer me fazia de gente fria.
Por bem, eu à perdi de vista, pois o vento claro, nem tão claro, tapou toda minha vontade de vê-la, e toda a chance de tê-la.
Por fim, caminhei rumo ao meu casebre, e lá esperei o vento claro, me trazer aquele perfume harmonioso, cheio de charme, muito charmoso. Esperei, esperei... Mas contradiz tudo que foi dito, quem espera, 'nem' sempre alcança.
Esperei tanto, que quem primeiro chegou, foi o sono, no junto ao abandono que me deixou, na espera eu fiquei, e ela no meu coração, parou... ''
(João Batista Jeremias junior)

