sábado, 22 de setembro de 2012

Perfume que não esqueço.

'' Era noite de ventos claros, com um entardecer de noite fria, vagando pela rua, me deparo com uma mulher com graça dos pés ao céu, sorrio para mim com os olhos e me seduziu com sua vontade de ser linda.
Veio segurando sua sombreira, desviando-se de cada gota do sereno, com cautela, veio varrendo com seu longo e inestimável vestido de cortesã.
Passou por mim, pelo meu lado à vi. Senti seu perfume me jurando em vida, e que me tirou suspiro, até de onde eu não saberia. Queria ser levado por esse vento, vento no qual era claro, cujo entardecer me fazia de gente fria.
Por bem, eu à perdi de vista, pois o vento claro, nem tão claro, tapou toda minha vontade de vê-la, e toda a chance de tê-la. 
Por fim, caminhei rumo ao meu casebre, e lá esperei o vento claro, me trazer aquele perfume harmonioso, cheio de charme, muito charmoso. Esperei, esperei... Mas contradiz tudo que foi dito, quem espera, 'nem' sempre alcança. 
Esperei tanto, que quem primeiro chegou, foi o sono, no junto ao abandono que me deixou, na espera eu fiquei, e ela no meu coração, parou... '' 

(João Batista Jeremias junior)


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Doce lembrança.

'' Doce lembrança, 
mostrando lamento em redundância,
 condenada perante tormento de esperança.

Doce lembrança, 
de vida, de morte, de cobrança,
 inesperada e esmagada como planta.

Doce lembrança, 
de tempo em tempo, 
espremida em lamento e sofrimento, 
em constante aumento.

Doce lembrança, 
finalizada em redobras, 
mostrada por palmas nervosas
 e autenticadas em circunstancias melosas.

Doce lembrança, 
que traz de seu vento, 
nada mais que um sorriso sedento.

Doce lembrança, 
que na vida fica, 
no passado atira, 
e no futuro lhe acerta em tiras.

Doce lembrança, 
nem sempre doce, 
muitas vezes amarga, 
e não mastigada direito, 
acarreta choro da desgraça. ''

(João Batista Jeremias Junior)


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Flor em choro.

'' O brilho que cai do céu,
São cores em tons pastel,
Relaxo, vingo e encontro,
Milhões de flores no campo.

Flores rodeiam formosa,
Sentindo penumbra exposta, 
Barulho o encanto se faz,
Amor ao seu encontro, traz.

Vertigem em contenção,
Milhares de cores clarão,
Contradizer imposto ao tal,
Viaja sem rumo, ao mal.

Coragem esbanja dor,
Vontade lhe diz esplendor,
Volta, sem voltar para ter,
Merecido momento, em vencer.


 Enquanto tudo que restou,
Borboletas sem rumo, amor.
Se acabasse tudo que prestou,
Voltares correndo à mim, dor. ''

(João Batista Jeremias Junior)