terça-feira, 29 de novembro de 2011

Devo tentar?

'' Hoje to meio estranho, estranhando tudo, parece que tudo voltou no ponto em que estava.
Eu tenho a certeza que tenho que sofrer todos os dias, ou privado, em uma semana sim, outra não.
Ta tudo quieto, tudo indireto, to sofrendo, meio aberto, a ferida em que eu decreto.
to vivendo cada dia devagar, to deixando o tempo ir na frente, ver se calibra algo, ou me faça entender o porque de tudo isso.
Estou negando companhias boas, só para tentar pensar, tentar reagir a resposta que me fere.
Mas sou tolo, fazendo perguntas que meramente aparentam ser exatas, respostas concretas.
To viciado em amar, preciso idolatrar alguem, meu tempo é pouco, mas eu devo tentar? Devo ir em frente?
Mesmo sabendo que no futuro eu vou acabar comigo mesmo? Não sei se tenho coragem novamente, para aguentar tudo, novamente, tudo novamente... Novamente! Não há coração que aguente. ''

(João Batista Jeremias Junior)


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não se sabe.

'' Não se sabe quantos vezes sorri, sabe-se que as quantas vezes chorei, foram tantas ao ponto de todas.
Não se sabe quanto tempo andei, só sei que muito não cheguei onde queria estar.
Não se sabe quanto pedi, sabe-se o quanto implorei por tudo que aqui não está.
Não se sabe quando falei alto, sabe-se quantas vezes sussurrei, ao calar ouvidos em um ato.
Não se sabe o quanto clamei, sabe-se que muito calei, ao ponto de cegar teus lábios.
Não sei, você não sabe! Não sabemos juntos, pelo menos unidos estamos, ao que nada sabemos. ''

(João Batista Jeremias Junior)


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Noite serena.

''Noite serena, envolvendo toda a crença, transformando toda esperança, em no que nada eu esqueça.
É uma capacidade de tranquilização e ao mesmo tempo de tenção.
Não conforta e não lhe da força, lhe quer por inteira, nem é nada passageira.
Ta límpida ao céu, sem nuvens, sem réu... Ta como noite linda, sem véu.
Ela combina com as cordiais flores tristes, escura sem meia tremera, ao som da besteira.
Tão formal a sua silenciação, que me calo por tanto a ficção, me temo ao nervosismo da sua quietação.
Estou falando do seu nome celestial, cujo semblante é nominal, sem ao que se erradia, de dia, é mal.
Estou ao teu, calar-te eu vou, silenciar-te irei, vem a mim, como eu nunca andei, chamei, implorei.
Ó noite serena, aqui lhe imploro, aqui lhe suplico, me deixe mais calmo.''

(João Batista Jeremias Junior)


domingo, 6 de novembro de 2011

Brendha

'' Antes que eu me entenda, 
ela é Brendha, 
é carência, 
é vivencia.

Normandia por convivência, 
relativa,
 e não ausenta,
 não é tão briguenta.

Tem a simpatia simpática,
é de sorriso puxado,
é menina fantástica, 
é de animo exaltado.

Flui dos mares da alegria,
 mostra-se uma flor,
vem sorrindo sem agonia, 
vive a vida com amor.

Da inocência tira-se o que ama,
Diz ser o que nada reclama,
mas quer ser feliz e purificada,
por quem muito a derrama. ''

(João Batista Jeremias Junior.)

sábado, 5 de novembro de 2011

Tormentos indo embora...

'' Sinto o tormento indo embora, será que estou segura agora? Não sei o que pensar, se choro ou se tento me matar.
Já quis tantas vezes tentar ver o que seria bonito realmente por fora, do que dentro me via tão distante da verdade, to tão a vontade comigo mesmo, é hora de gritar e extravasar o que sentimos.
Os dias estão ficando quentes, lindos, limpos, pendentes! To ficando muito dividido, não sei que caminho sigo, se direita, esquerda, se fico a beira da estrada esperando alguem me levar. Queria você, mas onde estás?
Tô ficando mais bonito por dentro, mas ficando feio por fora, e isso não é bom, os tempos estão mudando, você precisa ser bonito, maravilhoso por fora, dentro que se exploda! É o que a humanidade está pensando hoje, mulheres, homens, todos estão pensando.
Mas o que importa é que, o tormento está passando, me sinto seguro agora, não tanto como queria, mas feliz no termo em que se precisa.
Tô feliz, velho, aprendiz, sério... Tô que tô! ''