quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Noite serena.

''Noite serena, envolvendo toda a crença, transformando toda esperança, em no que nada eu esqueça.
É uma capacidade de tranquilização e ao mesmo tempo de tenção.
Não conforta e não lhe da força, lhe quer por inteira, nem é nada passageira.
Ta límpida ao céu, sem nuvens, sem réu... Ta como noite linda, sem véu.
Ela combina com as cordiais flores tristes, escura sem meia tremera, ao som da besteira.
Tão formal a sua silenciação, que me calo por tanto a ficção, me temo ao nervosismo da sua quietação.
Estou falando do seu nome celestial, cujo semblante é nominal, sem ao que se erradia, de dia, é mal.
Estou ao teu, calar-te eu vou, silenciar-te irei, vem a mim, como eu nunca andei, chamei, implorei.
Ó noite serena, aqui lhe imploro, aqui lhe suplico, me deixe mais calmo.''

(João Batista Jeremias Junior)


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