quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vida que se vai...

'' Chamei minha vida de meu bem, 
ela sorriu, 
e eu tambem.

Fomos andar por bosques cheios de luz, 
eu a olhei, 
olhando ela reluz.

Virei-me ao seu olhar, 
suspirei ao suspirar, 
entendi o que era para achar.

Quando a ti perguntei, 
respostas tive, 
mas nunca me toquei.

Quando tudo me calei, 
por ti um aviso, 
pois nada clamei.

Sempre exagerado, 
olhando o luar, 
muito exaltado, 
querendo exaltar.

Fechei meus olhos ao te beijar, 
vida! 
Contigo quero estar.

Ao abri-los, 
sentimentos afiados, 
comecei a senti-los, 
todos entrelaçados.

Você se ve distante, 
por tais momento, 
por alguns instantes.

Vai embora no choro, 
bate a saudade, 
vem a tristeza, 
em meu couro se bate.

A neblina que se estende,
lhe faz reflexo partido, 
fico ao nada que se entende.

Já, ali estou sozinho, 
vingado de sangue, 
morto, mortinho!

Já que embora foste, 
ja não me vejo mais, 
em açoite.

Por horas fecho os olhos e vou navegar, 
por mares distantes, 
onde eu não possa mais navegar. ''

(João Batista Jeremias Junior)


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