'' Guardo no meu baú de brinquedos, dor, solidão, e uma flor, que foi jogada quando tudo acabou.
Voltei novamente ao lar dos lares, voltados em outros ares, fui denigrindo olhares.
Guardo juntamente das vestimentas rasgadas, choro em lata, do perfume que ma mata.
Vejo desejo, e ao mesmo tempo bocejo, quando nada festejo nem despeito.
Guardo na palavra o simples olhar, se quero vingar ou estar, amar ou morrer, brigar ou tentar.
Volto da tormenta, como um furacão que não aguenta, solidão tremenda.
Guardo no meu baú de brinquedos, junto a flor que te dei, a vida que um dia terei.
Guardo rancorosamente tudo que um dia foi vivido, quero reciclar tudo que foi ouvido e novamente fabricar, novos sentimentos sofridos.
Guardo no meu baú de brinquedos, você! Guardo como se nada pudesse ver, sentir, ter ou pedir, não dou à ninguém. Guardo no baú de brinquedos, você, meu bem! ''
(João Batista Jeremias Junior)

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