'' Passa, nem percebo, vulto negro que segue e me segura.
Me gruda em corpo presente, solta quando na luz é volvente.
Busca refugio diante da sombra fresca, se abastece da luz do sol.
É o que carrego sem perceber, quando percebo é maior, ou menor que você.
Ângulos que mal sei de onde formam, de noite não sei se dormem, ou se me enforcam.
Tem todas as formas já pensadas, tem o que em mim adora, e se adorar é sua arte, me seguir é sua face.
Digo como se fosse, minh'alma amiga. ''
(João Batista Jeremias Junior)

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