'' Sabe a dor que sentia? Virou tudo o que você não queria.
Sabe a felicidade que eu entendia? Era tudo nostalgia que você vivia.
Sabe os sorrisos dados? Eram a forma de eu reter tudo que jamais será lembrado.
Sabe o abraço apertado? Jamais darei outra vez, pois jamais foi dado.
Sabe o beijo esboço? Nunca foi molhado com gosto, muito menos o de agosto.
Sabe a vontade de estar perto? Ficou na vontade de estar longe.
Sabe a vontade de estar preso? Ficou com a liberdade de um monge.
Sabe a vida que te dei? Morreu cedo, pelo fato de não obedecermos leis.
Sabe a flor que catei? Morreu cedo, pois amores não se enterram junto aos reis.
Sabe a brisa de primavera? Não será mais sentida, já que as flores choram com minha partida.
Sabe o vento nos campos? Não existirão mais, assim que souberem da sua coragem dividida.
Sabe quem te amou? a pessoa que hoje parte, e deixa na saudade a sua parte de vida e de o que saberia se não estivesse partido. Afinal, você não vai saber, pois parti sem você me ver...''
(João Batista Jeremias Junior)

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