Era inverno, as auroras brilhavam mais,
as luzes lhe traziam paz,
virava em ser capaz.
Uma noite fria, tornou-se seu par naquela rua,
viva e crua,
amizade nua.
Andava devagar, sem presa de onde chegar,
que rumo levar?
Onde entrar?
Tomava atitudes sem pensar, vivia remoendo pensamentos,
sem lamentos.
Virou-se diante da unica luz em poste, tornou-se forte,
a força de um nobre.
Gritou alto, pois baixo seria sussurro, nem tão seguro,
falar do futuro.
Olhou com olhos de quem muito fixou olhar,
sem mensurar em falar,
lágrimas caiam ao se lembrar do par,
Não da noite fria,
mas sim de uma guria,
para quem tanto sorria,
e que um dia,
fez da sua sofria,
uma não partiria.
Ela então partiu cedo, fez do tarde, o cedo mais distante,
queria ser grande,
mensurar o que se espante,
e lhe botar em uma estante.
Com as lágrimas ainda caindo, ele voltou para direção,
mesmo sem razão,
com dor no coração,
ele se fez grande, e continuou sua jornada,
sem relatada,
nada mais o parava.
A noite fria, mesmo sendo uma companhia não tão quente, fez presente, em sua caminhada,
sem parada, de mãos dada, ele continuou sua jornada...
''...A verdade de um grande amor,
que se leva para vida inteira,
mesmo que a morte desgarre os corações,
não ficou sem beira.
Perdeu o que mais valia,
mas nada fez baixar cabeça e se lamentar,
continuou a vida,
mesmo sem seu completo par.''
(João Batista Jeremias Junior)

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