segunda-feira, 2 de maio de 2011

Era tarde.

Era tarde quando tudo começou, era tarde quando tudo acabou, era tarde, fazia parte.
Quando redobrado as custas envolventes, lados em que viajo, pendentes, inocentes.
Uma vida para esperar, duas vidas para se amar, um sentido para acatar, um pedido para continuar.
Envolveu tudo que vivia, vivenciou tudo o que sabia, petrificou sabedorias, ria, mentia, sofria.
Estabeleceu virtudes, consagrou atitudes, recriou a amplitude.
Nunca tarde se via, nunca cedo se entendia, já ao entardecer, era o que se sabia.
Retrucou quando era nada, se fez de menina mimada, quando a hora chegava, silenciou abandonada.
Era tarde quando tudo começou, era tarde quando quis um tão amou, e assim, se agonizou...


(João Batista Jeremias Junior)

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