A primavera que se estende, estende tambem o vazio que se sente.
Enquanto alguns a sente, outros a pressente a formal e cordial tarde.
No que se diz pendente, quem o julga, repreende pela forma de viver.
Virtude crescente, tudo que se tente, nada terás possivel remetente.
Covardia que se prende, nunca tão vertente, sempre tão envolvente.
Formais palavras benditas, santos que aqui lhe habita, por caridade, nada se irrita.
Tanto um como o outro, os dois, de um mesmo povo, em dois, tudo de novo.
Novo é alegre, novo é se apegue, novo é bem entregue, novo é vazio que se repete.
A primavera que se estende, um dia irei de vir entender tudo que não se entende, e ver que no vazio novo, nada me repreende.
(João Batista Jeremias Junior)

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