segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amor de Janela.


'' Sentei-me diante da janela, esperava ela passar todos os dias em frente.
Fumando meu charuto e olhando o nada diante do que nada me serve. Vejo cabelos trazendo o cheiro de jasmins de campo, e cores que nos meus olhos aparece e entristece.
Via todo minuto, toda hora, toda flora, toda linda vestida de dora.
Que ser maravilhoso, dizia eu dizendo, sem temer tremendo... Bem ao fim dos lamentos, fico impressionado com tanta beleza. 
Até que por um fim de curva de estrada, em acabamento de calçadas, vejo ao seu encontro, um jovem cavalheiro destinto, donde beijos vinham destruir meus sonhos de te-la.
Desci de minha janela, joguei fora meu charuto, e decidi viver sem amor, sem acumulo de frutos.
Montei em meu cavalo pardo, abaixei meu chapel e fui cavalgando para outra cidade, procurando uma nova moradia com vista para a rua principal. 
Mas primeiro preciso comprar novos charutos Tenente Portela, 
pois em minha nova moradia, espero encontrar um novo amor de janela. ''

(João Batista Jeremias Junior)


Nenhum comentário:

Postar um comentário

The John are thanks