É feito de brilhos e alegria a sua honestidade, é encantada e rústica, sua liberdade.
Quando quis me abraçar, o tempo ja tinha passado para ambos os lados, bem ou mal.
Quando lhe permiti olhar para meus lagos oculares, permiti também, seu abraço em braille.
Aquele abraço que junto com os movimentos dos pulsos, os dedos derretem em veludos.
Depois do abraço, o beijo vem pelo canto, vem como quem não quer nada, acaba se lambuzando.
Mas enfim, os lábios se encontram, um pouco envergonhados; E com ansiedade, se espantam.
Na hora do desencontro labial, vem o sorriso virtuoso, que faz jus, tudo de novo...
Pena ser um tempo curto para um beijo infinito.
Pena ser pouco tempo que fique colado no seu atrito.
Pena ser pouco para você, pena eu te querer em livre arbítrio.
Pena eu querer tanto, de alguem que tem muito mais... Muito mais fascínio.
(João Batista Jeremias Junior)
Por ottacat

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