quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sempre coração.

A depressão sobe a mente, 
faz de vidente, 
tudo que se sente, 
virtude imponente.


Criei subjacente,
entretanto vertente,
nada compreensivelmente,
tudo formalmente.


Tanto quanto emergente,
pedi para ser gente,
união pendente,
senti você dormente.


Quando dei por vencido,
busquei abrigo,
usei vestígio,
de tudo que foi vivido.


De tanto sorrir,
vinguei expelir,
Nada pude vir,
e você sem sentir.


Meu amor ganhou,
ficou, tentou,
amou, levou,
olhei, causou.


Demorei a vir,
tentei pedir,
tentei vestir,
o que eu teria para decidir.


O tempo ficou em dois lados,
meu amor nos teus abraços,
e mesmo nesse tempo escasso,
lhe amei por tamanho o espaço,


Essa solidão,
Junto a depressão,
veio a noite, veio em vão,
tudo que pudera então,
ficou sem razão,
pude somente, notar uma conclusão,
sentimentos vem, e vão... Sempre coração.

(João Batista Jeremias Junior)



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