sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eclipse

Foi em frente, não mais vi,
foi-se escondendo,
Eu não vi, como ir?


Vai aos poucos apagando,
Vai sorrateira,
Sem tão pouco se apegando.


Não tem o brilho proprio,
Tem magia sua,
tem meiguice, é dócio.


Apenas na noite se prevalece,
sem tardes, nem neves,
apenas linda, frio que agradece.


É o que se ve, nada contradiz,
é de sua postura rodar,
ela quem diz, desenhada a giz.


Sol quem a cobre por inteira,
fica em nossa beira,


é nosso satélite, é nossa lua,
com o eclipse ela é nua, sem frescura.


(João Batista Jeremias Junior)





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