quarta-feira, 30 de março de 2011

Mar

Beija a areia, como se nada te rende,
gorjeia, borbulhas em beira,
Nada que lhe tem, te prende.


fina, grossa, salgada,
Na beira se estende para vida,
Se retrata e relata.


Na chuva, se enche, se prende,
ressaca leva-te ao extremo,
na depressão ela te entende.




Dias de calor, muitos se vejam nela,
outros, não respeitam bondade imensa,
Linda, verde ou azul, ela se revela.


Ela de nome mar, mar entrar, mar a dentro
é doce quando quer,
Em seus seios me aparento, vivo ou sonolento.


(João Batista Jeremias Junior)





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